Os grandes jogos exercem um fascínio natural. O porém é que, muitas vezes, a espectativa criada é exagerada em comparação com o espetáculo em si.
Mas em Manaus, num calor quase obsceno, tivemos o melhor dos cenários: Expectativa alta e espetáculo condizente.
Inglaterra e Itália estão em fase de transição. Os ingleses mesclam bons veteranos com promessas, e os italianos tentam mudar o estilo de jogo – o velho catenaccio tem cada vez menos espaço na Bota.
Essa estranha mistura deu em um excelente jogo. Grandes chances para os dois lados, boas defesas dos goleiros, jogadas de efeito e muita velocidade.
Mas a Itália tem um sujeito que é fora de série. E com Pirlo em campo tudo fica mais fácil.
Um segundo volante armador, que joga de cabeça em pé, distribui o jogo com maestria e facilidade e lidera o time em direção à meta. O comando do campo era dele. E do jogo também.
No segundo grande jogo da primeira fase não tivemos um massacre, como foi Espanha e Holanda. Mas tivemos um brinde ao futebol.
Que jogo, amigos. Que jogo!

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