Se o Brasil queria provar que tinha melhorado e que estava preparado para encarar a fase aguda da Copa do Mundo e, especialmente, um adversário complicado e organizado como o Chile, foi mal.
Se queria simplesmente passar de fase contra um adversário já eliminado e sem o seu principal jogador, conseguiu o que queria.
Mas não está tudo bem. Longe disso.
O retrato do jogo foi muito parecido nos dois tempos: o Brasil marcava pressão e roubava a bola com velocidade no campo de ataque pra buscar o gol adversário, enquanto Camarões estava acuado. Uma, duas, três vezes, e a bola não entrava. Depois relaxava.
No primeiro tempo, Camarões aproveitou esse relaxamento e foi para cima. Quase conseguiu abrir o placar.
E eis que surge o exército de um homem só.
Neymar fez hoje sua melhor exibição na Copa do Mundo. Driblou, buscou jogo, partiu pro ataque, obrigava o goleiro a grandes defesas. Acertou praticamente tudo o que tentou.
Inclusive o gol. Duas vezes. Artilheiro isolado da Copa, com 4 gols em 3 jogos.
Mas o time foi mal, de novo. Daniel Alves já merece há algum tempo ser ponta de banco. Paulinho continua sumido – apesar de ter acertado boas arrancadas e passes hoje. Fred errava tudo até conseguir marcar o seu gol e ganhar uma injeção de confiança. Oscar foi discreto, mas também não comprometeu.
Vale o registro positivo de Fernandinho. Entrou no segundo tempo e mudou a dinâmica da partida: corria, se apresentava, buscava a bola para armar o jogo, como um digno volante moderno. Fernandinho pode ser o Kléberson desse ano – e, por isso, acho que Paulinho não volta mais.
Camarões, coitado, é um prato bom se servido com limão e na beira da praia. Nessa copa não prestou pra jogar futebol.
O Chile nos aguarda. E nós ainda aguardamos um melhor futebol da Seleção Brasileira.

Nenhum comentário :
Postar um comentário