Primeiro tivemos a euforia, principalmente pós-Copa das Confederações. O time se apresentou bem, conseguiu vitórias expressivas e o título em cima da atual seleção campeã do mundo e bi campeã europeia. O clima de festa e de confiança era natural. Jogar em casa sempre dá um “plus a mais”, como diria o outro, no favoritismo. Talvez o time não tivesse todos os artifícios técnicos para ser considerado “favorito absoluto”, mas sem dúvida esses fatores contribuíram.
Em segundo lugar veio a desconfiança. A Seleção Brasileira jogou mal todos os jogos, com lampejos em alguns momentos de alguns jogos – e eu tratei deles aqui no blog. O time era dependente de Neymar para praticamente conseguir ir a qualquer mísero lugar em campo. Vinha dando certo, é bem verdade. Mesmo na bacia das almas o time conseguia as vitórias, e foi avançando fase após fase.
Aí veio o desespero com a suspensão do Thiago Silva e a lesão do próprio Neymar. E agora, quem poderá nos defender (e atacar os outros)? Veio a “união nacional” em torno da recuperação do craque, o “jogai por nós” e tudo que vimos. Talvez muito mais regado por esperança do que uma confiança propriamente dita. Eu mesmo cheguei a achar que o Brasil pudesse jogar melhor sem o craque do Barcelona, como escrevi. Errei miseravelmente, claro.
Em quarto e último lugar, o vexame. Nem o mais pessimista brasileiro imaginava uma surra de tal magnitude. A Alemanha é melhor, tem um meio de campo talentoso, consegue fazer transições interessantes, tem um goleiro dos melhores do mundo e um técnico bom (mas de hábitos higiênicos discutíveis), mas o que aconteceu em campo teve requintes de surrealidade. A surra foi tão grande que parecia um sonho ruim ou uma coisa que estava acontecendo em outro plano. A Seleção pentacampeã do mundo tomando sete gols em casa e sem poder reagir? Não podia ser verdade. Mas era.
O brasileiro é um eterno romântico quando se trata de futebol. Amamos acreditar e torcer – me incluo nesse time. A derrota já é doída. O esculacho, com o perdão do termo chulo, é meio anestésico. Confesso que não sei até agora de onde veio o murro.
E eu tenho uma péssima notícia: tem jogo do Brasil nessa Copa do Mundo ainda. Sábado, em Brasília. Confesso que tenho uma curiosidade mórbida de saber como vai estar o clima do estádio e do time.
Vida que segue. Hoje tem a segunda semifinal, e promete ser um jogaço. E dessa vez eu espero que seja.

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